Nietzche, famoso filósofo cético e ateu disse há um século atrás uma ousadíssima frase: “Deus está morto”. Mas quem está morto: Deus ou o homem?
No mundo inteiro existem bilhões de pessoas, cada uma semelhante talvez pela cor da pele, cultura, religião, moda, mas totalmente diferente na região chamada emoção. Nesse imenso e maravilhoso planeta, nasçem pessoas dispostas a pensar, a desvendar os mistério do universo e adquirir o conhecimento. Homens e mulheres que buscam títulos acadêmicos, sabedoria e poder. Em um planeta tão populoso,infelizmente, poucos alcançaram ou iram alcançar o deleite pelo conhecimento, como disse Platão.
Muitos ao decorrer da história, expressaram o seu pensamento: uns banalizaram Deus de suas vidas, outros quiseram mudar o mundo, alguns queriam mais dinheiro e poder. Mas qual desses sentimentos e idéias são verdadeiros? Quais deles pendurariam no coração do homem até o fim de sua existência física? Qual desses poderia mudar a sua história para sempre? É impressionante, complexo e glorioso. Ele chama-se Jesus, o mestre de Nazaré.
Quero discorrer sobre um grande e forte exemplo, que eu mesmo passei pela minha vida, e que também serve para ilustrar nosso complexo coração. Nietzche disse que “Deus estava morto”, eu também um dia o disse; matar Deus do pensamento, não acontece do dia pra noite, é um longo processo. Meu ateísmo não era agnosticismo (acreditar em Deus sem qualquer dogma religioso), como a maioria pensa. Era “extirpar” Deus completamente. Ao fazer isso o ateu trava uma grande batalha dentro de si mesmo, pois afirma que o fim da vida é o final de tudo, e que suas emoções e seus sentimentos, desfaleceram em segundos diante da morte. Mas, porque alguém se torno ateu? Afirmo com toda sinceridade que todo ateu é o “deus de si mesmo”. Viram ateus por causa da religião e não por causa de Deus. Mas existem tantas mortes e guerras no mundo? Cadê Deus? A resposta é complexa, mas seu plano não é temporal, transcede o tempo e o próprio universo, ele transpõe a morte. Que ousadia era essa.
Nietzche expressa o pensamento da época em que vivia onde a cultura estava a constante vapor; que a ciência resolveria todas as misérias humanas e por fim destruiria a fé. E que Deus seria um pensamento dos incultos. Os filósofos e ateus morreram, mas as idéias de Cristo perduram até os dias de hoje. Podemos ver o quanto somos pequeninos diante a emoção da nossa vida, criamos idéias e conceitos fúteis, tentamos suprir o vazio de nossa alma com “injeções de serotonina”, pensamos que o material pode irrigar nossa alma. Os EUA, país potente na econômica e exemplar na democrácia, enfrentam grandes problemas com a farmacodepência, discrimição racial e a violência nas escolas. Todovia, o cerne da questão não se encontra nas empresas, nas escolas, no trabalho, se encontra dentro de mim e de você: todos nós seres humanos, que vivem o espetáculo da vida.
O mundo não pode te dar o verdadeiro sentido da vida, nem te oferecer qualquer coisa que transborde o seu coração da verdadeira paz. Jesus, um simples carpinteiro, que se proclamava o filho de Deus, mas não negava sua humanidade, transformou o homem e a história do homem. Ele disse certa vez: “Aquele que tem sede, venha e beba”, somente a Verdade contida nele poderia saciar a sede, não física, mas universal de todos homens. Ninguém, na história da humanidade, ousou dizer tais palavras. Todos nós temos sementes maravilhosas que podem ser usadas para virarem muitos frutos; frutos que vão perpetuar pelas avenidas da eternidade, não pelas ruas dos pensamentos-relâmpagos e das soluções frustadas. Muitos são como Pilatos: ao provar da tamanha sabedoria daquele homem e testificar a sua inocência diante daquela acusação, preferiu “lavar suas mãos”. Muitas vezes lavamos nossas mãos diante das verdades que nos afrontam, escondemos nossas crises e tentamos espelhar uma boa imagem.
Certa vez Jesus disse: “Aprendei de mim que sou manso e humildade”, Ele não queria criar uma nova religião ou dogma, mas objetiva acender aquela pequena chama presente no coração dos homens, chamada AMOR!
Aprender e se colocar como aprendiz é a chave da verdadeira sabedoria.