“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muito nobres de nascimento;” 1 Co 1.26
A vida é um espetáculo, e viver nesse palco da existência é uma grande aventura. Todos os dias os ventos da emoção e da influência sopram sobre nossas vidas, trazendo situações, vontades, desejos, pensamentos, estilo, modo de vida, filosofias, religiões, ética, moral e uma crença do certo e errado. O que mais me impressiona é o fato de que tudo o que foi dito é constantemente mutável, uma metamorfose ambulante. O que era lindo de se vestir agora é horrível, a música que era boa se torna ruim, o corte de cabelo, o santo que entra em decadência, etc. Isso é emoção e influência. Diferentemente do propósito ou vocação, pela fé temos a certeza de que algo imutável se tornará concreto na nossa vida quando este é interposto por Deus. Mas, não somos robôs do Senhor, pré-progamado para executar atividades diárias até o dia da nossa morte, temos uma vocação que é constantemente atacada pelas emoções e as inluências, o que é extremamante perigoso, pois nem toda emoção e influência é edificante. Paradoxalmente Deus nunca mudou, não vai mudar e seu propósito é eterno, porque Ele é, e sempre será, independente se o mundo mudou do preto para o branco.
A emoção traz consigo uma carga explosiva de sentimentos e prazeres e a razão se torna pequenina dentro do pensamento, deixando a capacidade de escolha minimizada. A emoção traz um só caminho a ser seguido, deixando de lado o que poderia ser completamente melhor em termo de vida e comunhão com Deus. Todo esse sentimentalismo relacionado com a emoção é gerado dentro do próprio homem, no mais íntimo do coração. Se Cristo tive agido pela emoção ele não teria consumado a obra da cruz (Mt 26:39). Concerteza, nós somos cheios de emoções.
Diferentemente da emoção, a influência vem de fora pra dentro, nas mais diversas situações. Somos influenciáveis e influênciados. Exercemos no decorrer da nossa trajetória ‘poder’ de ditar o que achamos melhor, e nem sempre influênciamos o que Deus quer. A influência também pode ser perigoso, pois sendo ela universal, acaba por fazer um certo tipo de ‘lei temporal’ sobre o que é verdadeiro, deixando para última instância o que é eterno. Por exemplo: a mídia. A todo momento ela dita, influêncía, impregna o que dizem ser realmente bom, e nós sendo seres captadores de muitas utopias, acabamos por adentrar nesse mundo imaginário. Outro exemplo é a própria igreja, que muitas vezes dita para o homem uma certa moral e ética nada compatível com o evangelho, mas que é resultado de uma influência que começou a ser dissipa porque algumas pessoas acharam que o modo verdadeiro seria único, e esqueçeram que a Graça (pelo amor de Deus entendam o que é Graça, e não graça) é multiforme (1 Pedro 4:10). Concerteza, somos cheios de influências.
Tudo isso esbarra em algo chamado propósito. Todos nós temos um; seja ele no corpo de Cristo, na vida profissional, etc. Propósito é o que almejamos; é sempre o nosso alvo. Estar em Cristo já é um grande propósito, muitas vezes chamado na Bíblia de vocação. A diligência está em não sermos levados pela emoção ou pela influência, que muitas vezes não nos fala a verdade e sim expressam o próprio eu egoísta que vive dentro de nós. Dependendo da situação, a carga negativa da emoção pode levar eu e você a um caminho de morte ou de sofrimento para outras pessoas. Ou também se deixarmos a influência negativista ou filosofica penetrar na nossa alma, acabamos sendo ‘produtos’ de um pensamento humano. Por isso que as pessoas não fazem escolhas. Preferem abraçar algo que está pronto, do que se colocar corajosamente como responsável pela sua fé.
Creio que nós sabemos, no mais profundo do coração, até que ponto a emoção nos trás a verdade; até que ponto a influência aumenta a vida que há em mim e não nega que eu sou um ser humano com tantos sentimentos. Como Paulo disse que fomos chamados não sábios, nem poderosos, devemos, pela renovação da nossa mente (Rm 12:2), seguir com perseverança, a carreira que nos está proposta.