A construção histórica que os homens fizeram de Jesus Cristo, modificou consideravelmente a forma que entendemos, discutimos ou até mesmo elucidamos, a Verdade Viva que é a “Palavra Revelada”, que se apresentou a nós a mais de 2000 anos atrás, na pessoa de Cristo.
Após a morte para Vida de Jesus, os discípulos começaram a propagar o Evangelho, em cidades do território de Israel, depois indo a regiões de Roma, Antioquia, Constantinopla, etc. Eram pequenos grupos que se reuniam, sob toda sorte de perseguições e perigos de morte, mas que carregam no coração algo muito mais transcendente, que ultrapassa as barreiras físicas que conhecemos e nos transporta para um “universo multiforme”, onde pela fé, todas impossibilidades são possibilidades e vida que nós conhecemos, não significa nenhuma fagulha do que é a verdadeira Vida.
Toda essa revelação, em sua maioria, era conversada e passada no “boca a boca”, posto que os seguidores de Jesus naquela época, eram pessoas pobres que não sabiam escrever, e também por um simplicidade que todos nós sabemos que certas sabedorias nunca precisaram de formas construtivas, seja por livros ou laudos científicos. Com o passar do tempo, e a morte daquela “nuvem de testemunhas” que viveram com Jesus, fez-se necessário a criação de certas cartas e livros para os entendimento geral que iria ser transmitido a todos. Paulo é o que mais se dá nesse quesito, escrevendo muitas cartas, que algumas podemos ver na bíblia.
Surge então a figura principal do “abomento cristão” e da forma que as pessoas enxergam Jesus: o imperador Constantino. Em 317, ele assume a “religião do cristianismo” como oficial do império romano, fazendo um sincretismo com diversos cultos pagão, tanto no rito como em datas importantes, que é o caso do natal, comemorado no dia 25 de dezembro, mesmo dia do deus sol. Constantino acaba por criar uma mentalidade pagã de Jesus, como um deus que recebe barganhas ou que por um xamanismo atende nossas preçes.
A história segue com mil e um exemplos de como em nome de Jesus, o homem fez muitas desgraças, caminhos sangue, sem nenhuma misericórdia, que se eu discorre-se aqui, ficaria enorme este texto. Mas a grande questão é que Jesus, nunca esteve acompanhados dessas pessoas e desses pensamentos. Jesus nunca pediu para se criar um estado-igreja onde nós poderiamos fazer uma “empresa da fé”, como quem vende a Vida. Jesus nunca pediu para que se matasse em nome de “terra santa” nenhuma, posto que terra santa é o coração do homem, lá somente plantamos Vida. Jesus nunca pediu para construir alguma doutrina, posto que a única doutrina possível ao homem é o Amor; as outras tem culto de piedade mas carregam em si mesma a árvore do conhecimento do bem e do mal. Jesus nunca pediu para fazer uma “cartilha psicológica” de regras onde se possa viver, posto que o justo anda pela fé e em busca das melhores virtudes. Jesus nunca pediu a ninguém para ganhar uma identidade de instituição, pelo contrário, pede-se ao homem que ele ache a si mesmo, em um coração que já estava perdido quando nasceu.
O mundo nos traz uma visão errada de quem é Jesus. Ele está para além de todas construções humanas e psicológicas que criamos afim de fazer com que o Evangelho se torne um “personal jesus”, cheios de modismos e caricaturas de vida das nossas almas doentes.
Creio que a maioria das pessoas não entendem ou nunca vão entender realmente o significado do Evangelho no cosmo e principalmente na origem e destino da vida humana. Verão tudo de longe, como quem tem medo de pôr a cara para dentro e olhar com os olhos bem abertos a verdade ou por achar que tudo isso é pesado de mais para si carregar… Pelo contrário o fardo é leve e o medo se desvanece; cria no coração de homens e mulheres, aquilo que Jesus chama de rio de águas vivas que saem de dentro do seu coração, a jorrar para vida eterna.
De fato, só se conhece Jesus mesmo por revelação de Deus ao coração. Daí o Evangelho ser loucura para gregos (pela filosofia) e blasfêmia para judeus (pela religião). Nenhum desses mecânismos humanos tem o poder de trazer a ninguém a consciência da Fé e da Verdade. Vai contra a liberdade e contra nossos sentidos, que são todos inclinados na direção contrária.
Andar no caminho é não precisar de corrimão; é andar com o pé firme na Vida, sabendo que muitas vezes durante a jornada caímos, mas leventamos mais fortes e determinados na fé e na perseverança… É andar na liberdade de ser quem é… É saber que nos somos apenas um “micróbio” num planeta chamado Terra, num universo de multi-dimensões… É saber que o processo é diário, como metanóia, mudando esse padrão caído que todos temos instalado na alma.
Jesus é muito mais de que todas as coisas meu amigo. Ele não é, e nunca será uma instituição. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.. E se você quiser conhecê-lo, peça a Deus, mas primeiro despoje-se dessa histórinha de “Jesus de presépio” e seja homem suficiente para querer o Amor de Deus.
Você quer ? Eu quero.. conhecê-lo todos os dias…
Warley Machado