Archive for Novembro 16, 2010

A infantilidade do ser

Quando eu era menino, pensava como menino, sentia com imaturidade e tinha valores infantis.  Foi apenas quando eu me tornei um homem que deixei de lado aquilo que me era tão importante quando eu ainda era somente um menino.”   Paulo em 1 Coríntios.

Em meio a tanto frenesi da era dita como revolucionária do modo de pensar; da tecnologia acessível, do “ninguém e de ninguém” ou até mesmo das mínimas vivências psicológicas do prazer imediato, o homem se “abobou em si mesmo”. Sim! É verdade! Como diria a canção do Rappa, existem muitos pescadores de ilusões, cuja a vida é como de uma criança, não no sentido frágil do corpo, mas na fragilidade da mente como ente provedor do sentir.

A vida nesse “duto infantil” cria homens (digo homens e mulheres), incapazes de viver uma vida discernível do ponto de vida sadio, ou seja, onde se possa viver sabendo quem é, desejando emoções concretas, almejando a família e também amando alguém de verdade como marido e mulher. A infantilidade faz seres irresponsáveis em seus atos, como se a vida fosse  uma brincadeira colorida, sem responsabilidades ou consequências em tudo que se faz; também como se os relacionamentos fossem um rascunho ou pedaços de vida, como em banquete onde se prova vários sabores mas que no final não se fica com nenhum, e na maioria das vezes o sabor fica amargo; então parte para outra creche da vida se esqueçendo  da experiência vivida e començando o ciclo idêntico.. só que com cores diferentes…  Pura infantilidade…

Como Paulo diz na sua carta ao Romanos, nossas experiências ruins e também alegres devem gerar em nós a esperença, e ela não se confunde, pois é AMOR, e AMOR sempre molda as pessoas para o melhor. Digo, se suas experiências não melhorarem você, elas são caminhos da morte e não da esperença. Muitas pessoas dizem que certos acontecimentos em suas vidas lhes mudaram, mas maioria ainda continua no mesmo estado, mudando apenas o palco psicológico, sendo os atores os mesmos.

Discernir essa reflexão é fácil. A grande questão está na fuga que a maioria dos homens fazem de si mesmos, quando se confrantam com sua própria infantilidade. Hoje mais do nunca vejo como eu era infantil. Como pensava minimamente da vida e como os valores que considerava sacros, eram puramente desejos infantis instalados em minha alma. Somente quando conheci o AMOR pleno de Deus em mim e que pude perceber que a vida construída por nossos desejos egoístas, narcisistas e de total controle, nada mais são que meras ilusões a satisfazer os anseios pulsantes da alma em inquetude infinita.

Vivemos na era do conformismo e da resistência como diria a canção do Blind Pigs. Ninguém quer virar adulto.. o negócio mesmo é farra. Penso é claro que na fase jovem do existir, esse é um caminho de certo modo natural, mas permanecer nele é infatilidade.. Adultos achando que são adolescentes, adultos com pensamento de adolescentes, adultos fazendo sexo com pensamento adolescente. Pura infatilidade… Diluição do ser.

Esse é o caminho mal do homem que não larga suas infantilidades de modo algum. Prefere vivê-las como num “teenage dream” eterno, ao invés de reverem seus próprios caminhos. Me espanta ver como as pessoas criam modos psicológico de bloqueio de suas experiências. Adoram voltar pro mesmo buraco de lama. Para mim meus erros, até os mais dolorosos, mudaram para melhor a minha vida e pensamento. Para outros, inflaram o mesmo caminho e adicionando falsas esperanças, penvertendo sua própria vida.

Outra infatilidade que muito de nós morremos com ela é o status. Meu Deus! Onde que foram inventar isso? Status? Que poder nós temos sobre a vida, a ponto de pensar que temos controle sobra alguma coisa? Temos controle sobre nossa vida ? Temos controle sobre nossos filhos? Temos controle sobre nosso dinheiro? Temos controle sobre as pessoas que amamos? Nós não temos controle sobre nada! Amanhão eu posso ser acomentido como uma doença e morrer. Pode ocorrer uma quebra financeira e todo meu dinheiro se desvanecer. Pode tudo nesse mundo. Só não pode nada me separar do Amor de Deus. Dái ninguém querer a fé… é difícil demais aceitar as coisas assim… Digo por mim que não é, minha confiança de vida está em Deus; o resto é pura infantilidade…  Status é pura infantilidade…  Auto controle ? A ninguém pertence e a história prova os fatos.

É assim.. somos forçados a seguir a tendência e o conformismo desse inconsciente coletivo sobreposto no mundo, destrilhando a vida e marionetizando as pessoas. O que sobra? Falsos sorrisos, slogans e nada mais.

Esse exercício ninguém quer fazer…  Doí, mas dói para a vida… Muda parâmetros e conceitos. Traz a fé, a esperança e o Amor. As virtudes são aquelas que o medo já não existe mais.. A liberdade é um favor e Deus é o amigo dos pecadores, que sabem que o são, e por isso, não julgam ser melhores do que ninguém; pelo contrário, pedem misercórdia e não sacrifício.

É necessário ter fé e conhecimento do Amor de Deus para começar a trilhar o caminho do adulto. Da vida que é Vida de verdade. Digo que você pode até ser jovem mais não é bobo. Todos temos inumeras infantilidades, mas continuar com elas é mentir para si mesmo; e mentir para si mesmo é a maior idiotice que se pode fazer na vida.

Pense e pense nisto !

Warley Machado

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